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O fetichismo da legalidade foi e continua a ser um dos traços característicos do socialismo favorável à colaboração de classes. O qual implica a crença na possibilidade de transformar a ordem capitalista sem entrar em conflito com os seus privilegiados. Mas isto, mais do que um indício de uma ingenuidade pouco compatível com a mentalidade dos políticos, é indício da corrupção dos líderes. Instalados em uma sociedade que fingem combater, recomendam respeito pelas regras do jogo. A classe operária não pode respeitar a legalidade burguesa, a não ser que ignore o verdadeiro papel do Estado, o caráter enganoso da democracia; em poucas palavras, os princípios básicos da luta de classes.
Victor Lvovich Khibalchich, mais conhecido como Victor Serge, nasceu na França filho de exilados russos.
Inicialmente era um anarquista, tendo ingressado no Partido Comunista Russo ao chegar a Petrogrado em fevereiro de 1919 e passar trabalhar, como jornalista, editor e tradutor, para a Internacional Comunista.
Em 1923, como representante do Comintern na Alemanha, ajudou a preparar a malograda insurreição no outono de 1923. Neste mesmo ano, Serge ingressou na Oposição de Esquerda. Foi expulso do partido em 1928 e passou a escrever obras de ficção que foram publicadas principalmente na França.
Em 1933 foi preso e exilado, tendo sido deportado da Rússia em abril de 1936, após uma campanha internacional em seu favor.
Ao chegar ao Ocidente manteve contato com Trotsky, chegando a integrar a IV Internacional, porém em pouco tempo discordou da sua linha de atuação, separando-se da mesma em 1937.
Em 1940 escapou da invasão nazista a Paris e refugiou-se no México,
tendo passado os últimos anos de sua vida isolado e morrido na miséria
logo após o trigésimo aniversário da revolução bolchevista, em novembro
de 1947.
Actualmente estão disponíveis em Português as seguintes obras:
1926 |
[Galego] |
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1937 |
[Galego] |
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